Era o ano de 2018, final de dezembro e um ano após o lançamento da música "Que tiro foi esse" da Jojo Maronttinni. Dois mil e dezoito, foi o ano que minha vida fez jus a essa música, que "tiro foi esse", no meu 2018!!!
Em março mergulhei no segundo semestre da faculdade de psicologia, no Instituto Metodista, com ênfase em Psicologia Social, atentem a esse detalhe! Ênfase na Social ( Direitos Humanos, Foucaut, Foucault, Foucault, Agamben, Spinoza e turma). Amei tudo, óbvio!
Mesmo março de 2018, último semestre da faculdade de Administração na ULBRA, foi o semestre que eu mais me perguntei:-"Por que mesmo eu estou fazendo essa faculdade?" Artigo de conclusão com o tema: Qualidade de vida no trabalho. Jura? Funcionária pública em 2018, falar sobre qualidade de vida no trabalho sem entrar em depressão profunda!
Abril foi o mês mais tenso, "eu não acredito que tenho que escrever esse artigo!" Mas sim tenho, quero a graduação, quero a titulação e acima de tudo provar que simmmm eu consigo! ( Elis sendo Elis).
Bunda na cadeira literalmente, e dedos no teclado. Muito vinho tinto, o outono e sua delícia de temperatura. Sábados intensos, de pesquisa e produção, bagunças acumuladas na casa, pó acumulado nos móveis, menos receitas novas na "Cozinha da Elis".
Maio! Quem vai formatar essa "P....." desse artigo! Quem faz, quanto custa, ahhhh quer saber quem vai formatar, euuuu! Euzinha mesmo, afinal sou professora de português, né!
Adotei a duras penas, um conceito novo pra mim, o de "suficientemente bom", contrariando minha obsessão por "melhor possível beirando perfeito".
No outro extremo: estágios de psicologia, visitas às instituições, conceitos de "instituição total", "medicalização da vida", a história do Hospital Psiquiátrico São Pedro, o tumulto numa galeria na visita do Presídio Central (Cadeia Pública de Porto Alegre), o grupo de estudos LGBTs nas prisões...
Metade do ano! Artigo aprovadíssimo, semestre de Psico concluído com sucesso, FÉRIAS!
Caos! Eu não aguento mais trabalhar, o universo está me escravizando! Férias do trabalho então e aulas para dar no curso de formação da SUSEPE. Gente nova chegando, esperança, renovação, sempre me faz bem. Não dessa vez, não foi suficiente! Porque eu faço 40 anosssss em agosto e já é agosto e a minha formatura também é em agosto!
Reviravolta - Cortei o cabelo, fiz luzes e deixei voltar a cachear! Vontade imensa de comemorar, de viver, festa de 40, mulherada só e apenas mulherada da "P..." no Valen!!!
Formatura na ULBRA, lindaaaa, pizzaria depois, espumante e sensação de eu sou fodástica! Sairam 5 toneladas das minhas costas, sou livreeeee, agora uma pessoa normal que trabalha e faz 1 (uma) faculdade a noite.
Mas peraí, que papo é esse feminasi? Feminista é feia, feminista não se depila! Direitos humanos é coisa de esquerdista! Vegano? Tudo maconheiro! Funcionário público? Mamador! Tudo petê! E foi assim que me descobri: feminista, peluda, feia, petista, maconheira e mamadora, nas palavras dos "amigos" de redes sociais e da família.
Aí, lembrei da música da Jojo! Que tiro foi esse!
O estágio nesse semestre é em Mindfulness, então...
Deixa pra lá, já era o último domingo do ano, a Redenção estava vazia (graças a Deusa kkkk), fiz o cadastrinho no bike Poa, e com ajuda, incentivo e força para equilibrar a bike, comecei as tentativas pelo parque.
Exausta, e até o momento com pouco sucesso, deitei na grama sobre a canga, ao lado da bici, e então vi meus monstros internos, grudados nela, todos os meus nãos da infância, os meus nãos da vida, todas as vezes que quis coisas possíveis e não me permiti, todas as culpas incutidas, estavam rindo ao meu lado.
Foi aí que tentei novamente e determinada! Como tudo que se faz com determinação, eu andei! O equilíbrio necessário, atingido, não com perfeição, mas o necessário para andar. O vento de dezembro de 2018, batia no meu rosto, e me libertava das angústias sufocadas, das vontades reprimidas e medos assombradores, deixa partir, deixa ir, já não me servem mais.
E assim foi em 2018, que andei de bici pela primeira vez! E um 2018, que encerrei vendo os fogos no Gasômetro e revoltada com o banner da chaminé (mais um sinal de esquerdiopatia?).
Ps: Ainda me depilo.
Ps: Mas porque EU quero.
sábado, 26 de janeiro de 2019
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
DEUS SEGUNDO SPINOZA
“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre.
Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.
Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.
Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.
Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me!
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora!
Não me acharás.
Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.
Baruch Spinoza.
__________________________
Em pleno século XVII, Baruch Spinoza ou Espinosa, ou Espinoza (1632-1677) nasceu em Amsterdã, Holanda, escreve palavras que se fazem valer ainda na atualidade.
terça-feira, 5 de junho de 2018
Nostalgia
(suspiro) Uma sei lá....nostalgia
Misto de alegria,
Um teretetê,
de sei lá o quê!
Acho que foi porcaria
Resquício da folia...
Que me abateu derrepente,
(suspiro) hum, coisa de gentes.
Misto de alegria,
Um teretetê,
de sei lá o quê!
Acho que foi porcaria
Resquício da folia...
Que me abateu derrepente,
(suspiro) hum, coisa de gentes.
Coisas de Elis
em 28 de fevereiro de 2012
sábado, 19 de maio de 2018
Artigo: A lei 8.666/93 e o regime diferenciado de contratações, diferenças e semelhanças nas legislações
A lei 8.666/93 e o regime diferenciado de contratações, diferenças e semelhanças nas legislações
Elisandra Lidiane MINOZZO, Celmar Corrêa de OLIVEIRA
Resumo
O Regime Diferenciado de Contratações (RDC) foi criado para atender as demandas específicas das obras da Copa das Confederações e a Copa do Mundo Fifa de 2013 e 2014, às Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016 e infraestrutura aeroportuária. No entanto, sua existência no ordenamento jurídico foi perdendo o caráter transitório através de alterações legislativas que ampliam a aplicabilidade do RDC. Este estudo objetiva verificar algumas das diferenças entre o RDC e a Lei 8.666/93, buscando responder à questão de pesquisa: o regime diferenciado de contratações torna de fato, mais eficiente, eficaz e efetivo o processo de contração na esfera pública? Para responder à questão proposta no trabalho, utilizou-se uma abordagem qualitativa, valendo-se de uma revisão bibliográfica. Comparou-se as leis em três pontos escolhidos: inversão de fases; contratação integrada e questão ambiental, buscando pautá-los pelos indicadores de eficiência, eficácia e efetividade. A conclusão aponta a Lei 8.666/93 é mais eficiente e mais efetiva quanto a exigência de elaboração de projeto básico pela Administração Pública, igualando-se em eficácia na ordem de fases da habilitação. O RDC é mais eficiente quanto a ordem das fases de habilitação e mais efetivo quanto a questão ambiental, igualando-se em eficácia.
quarta-feira, 2 de maio de 2018
RESENHA CRÍTICA: Psicanálise com Crianças - COSTA, Teresinha. Psicanálise com crianças. 3ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2010. 88 p.
RESENHA
CRÍTICA
Psicanálise
com Crianças
COSTA,
Teresinha. Psicanálise com crianças. 3ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2010. 88 p.
1 – Credenciais da autora:
Teresinha Costa
é psicanalista, mestre em pesquisa e clínica em psicanálise pelo Programa de
Pós-graduação em Psicanálise do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto
de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e membro do
Corpo Freudiano Escola de Psicanálise – Seção Rio de Janeiro. É coordenadora do
Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) das Faculdades Integradas Maria Thereza (Famath),
em Niterói, onde também é professora, supervisora do estágio clínico e
orientadora de pesquisa sobre a clínica psicanalítica com crianças dentro do
Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic). É autora do livro Édipo
(Rio de Janeiro, Zahar, 2010) e escreveu, dentre outros, os artigos: “Entre
supervisão e controle: a psicanálise no SPA da universidade”, com Marco Antonio
Coutinho Jorge, in Sonia Altoé e Márcia Mello de Lima (orgs.), Psicanálise,
clínica e instituição (Rio de Janeiro, Rios Ambiciosos, 2005); “A pirâmide das
heresias: a ética na psicanálise com crianças”, in Marco Antonio Coutinho Jorge
(org.), Lacan e a formação do psicanalista (Rio de Janeiro, ContraCapa, 2006);
“A criança e a ética psicanalítica”, Revista Marraio, n.11 (Rio de Janeiro,
Rios Ambiciosos/FCCL, 2006); e “O desejo do analista e a clínica psicanalítica
com crianças”, Psicanálise & Barroco em Revista, n.14 (www.psicanaliseebarroco.pro.br),
dez 2009.
2 – Introdução – resumo principais tópicos:
O livro inicia formulando o conceito de infância, visto ser
necessário, contextualizar a criança histórica e culturalmente, antes de falar
sobre a psicanálise com crianças. A primeira definição de criança vem da idade
média, onde era vista como um pequeno adulto; mais tarde nas
sociedades agrárias, tão logo adquirisse
alguma independência, passava a participar da vida dos adultos e de seus
trabalhos, jogos e festas; os pais não se apegavam muito a seus filhos, pois
poucos sobreviviam. Na renascença a criança passa a ser vista como o centro do
grupo familiar, e a infância considerada um período de preparação para o
futuro. No século XVII, em Um amor conquistado: o mito do amor materno,
Elisabeth Badinter assinala que, ainda considerava-se a criança como um estorvo
para os pais. Essa posição teve origem no pensamento de santo Agostinho, para o
qual a infância não tem nenhum valor e é o indício da corrupção dos adultos. A
infância é uma época em que predomina a maldade da criança, antes de qualquer
adestramento educativo e moral. Nesse sentido, cabe aos pais adotarem uma
atitude rigorosa com seus filhos. Esse pensamento reinou durante muito tempo na
história da pedagogia e foi responsável por uma atmosfera de frieza na família,
e os pais, instruídos pelos pedagogos, passaram a adotar uma educação rígida em
relação aos filhos para livrá-los de suas malignidades naturais.
Com a ascensão do capitalismo, a
criança passa a ser vista como um investimento lucrativo para o estado, a longo
prazo, e sua educação passa a seguir um
modelo pedagógico com objetivo de assegurar o futuro da civilização. Segundo a
autora, dentro de uma perspectiva histórica, partimos de um momento no qual
predominou um total desconhecimento da criança e que, no decorrer dos séculos,
o discurso ideológico sobre a infância ressaltou a representação da criança
marcada por uma natureza a ser corrigida pelo adulto, um ser assexuado, sem
desejo próprio, imaturo. Essa idéia imperou por muito tempo e foi somente a
partir das teorizações de Freud que tal concepção se modificou.
No segundo capítulo a autora fala
dos primórdios da psicanálise com crianças, trazendo as descobertas iniciais de
Freud a partir da escuta de suas pacientes histéricas, inicialmente ele
desenvolve a teoria da sedução, encontrando a etiologia das neuroses dos
adultos em experiências sexuais traumáticas ocorridas durante a infância. Porém,
seu fracassos clínicos levaram-no a abandonar essa teoria e reconhecer que
cenas de sedução não teriam necessariamente ocorrido, Freud chega à conclusão
de que os sintomas histéricos decorriam das fantasias impregnadas de desejo.
Assim, a realidade psíquica era a determinante, e não a realidade factual,
tendo como pano de fundo a sexualidade infantil.
Modificando-se aí, o conceito de
infância, que deixa de ser vista a partir de um registro genético e cronológico
para ser abordada pela lógica do inconsciente. Com os cuidados e o desejo
maternos, a criança será introduzida no campo da sexualidade, pois é pelo
contato com a mãe, ou um substituto, que o corpo do bebê será erogenizado. Em
Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, quando Freud pôs em xeque as
concepções moralizantes sobre a atividade sexual das crianças. Apresenta-se uma
nova criança, dotada de uma sexualidade perverso-polimorfa.
A psicanálise com crianças é
herdeira do Iluminismo, onde coube inicialmente as mulheres analisar as
crianças. Entretanto, a autora traz o
caso do pequeno Hans, publicado por Freud em 1909, como o início da análise com
crianças, ainda faltava um elemento fundamental na clínica com crianças que era
a descoberta do brinquedo como um recurso que o analista utiliza para ter
acesso ao inconsciente infantil. Descoberta essa, que foi propiciada pelo próprio Freud, em 1908,
no artigo “O poeta e o fantasiar”, introduziu a idéia de que a brincadeira da
criança corresponde à fantasia no adulto.
Entre 1920 e 1940, após se constatar
que o brincar da criança supre a regra principal da psicanálise que é da
associação livre, ocorreu o verdadeiro
nascimento e desenvolvimento da psicanálise com crianças, a partir das
pesquisas das primeiras analistas: Hermine von Hug-Hellmuth, Anna Freud e
Melanie Klein.
Nos capítulos terceiro, quarto e
quinto a autora, traz os conceitos das três primeiras analistas. Dos quais vejamos
a seguir:
Hermine von Hug-Hellmuth,
considerada a pioneira da psicanálise com crianças, Freud tinha grande respeito pelo seu trabalho.
Utilizava jogos e desenho afirmando que com esse material as crianças
elaboravam as situações difíceis e traumáticas. Em seu método, a interpretação
do material inconsciente combinava-se com a influência pedagógica direta. Desaprovava
a idéia de analisar crianças muito pequenas aquelas que ainda não haviam passado pelo complexo de
Édipo, pois acreditava que nesses casos a análise, em razão de seu poder de
mobilizar o recalque e ao fortalecer as tendências impulsivas da criança, poderia
prejudicá-la. Também afirmava que o analista deveria contentar-se em obter
êxitos apenas parciais e de contar também com recaídas.
Anna Freud, filha de Freud, lutou para ser
reconhecida no seio de uma família que só esperava que os homens fossem
talentosos. Entrou para o círculo de discípulos do pai, e foi na psicanálise
com crianças que tornou-se reconhecida pelo seu trabalho. Em 1927 publicou sua
obra principal, O tratamento psicanalítico das crianças. Anna Freud recebeu
influências de Hermine von Hug-Hellmuth e, nesse livro, expõe os princípios da
análise infantil. Anna Freud como sua
mestra, recomendava ao analista de crianças desempenhar um papel ativamente
pedagógico. Estudou o comportamento das crianças em jardins-de-infância.
Observou que tipos de brinquedos eram mais utilizados nas diferentes etapas do
desenvolvimento, e, aplicando conceitos psicanalíticos a essas observações,
forneceu uma orientação prática às professoras. Quanto ao tratamento
psicanalítico, levantou questões diferenciando a análise com crianças de
adultos, acreditava haver uma impossibilidade de se estabelecer uma relação
puramente analítica com uma criança em função de sua imaturidade e dependência
do meio ambiente. A criança não tem consciência de sua doença, nem acha que tem
um “problema” para resolver. Nesse sentido falta a criança o elemento
fundamental para a entrada de um paciente a analise, que é o seu mal estar e o
reconhecimento do sintoma e necessidade de tratamento. Associava medidas
pedagógicas aos meios analíticos, numa tentativa de conquistar a confiança da
criança, facilitando seu engajamento no processo psicanalítico. Explicava em
que consistia a análise e tentava convencê-la, a partir de um lugar de saber,
de autoridade, de compreensão e de aliada da criança. Defendia que a criança não consegue associar livremente
como o adulto; não estabelece uma neurose de transferência em função de sua ligação
com os pais da realidade; e, se não houver uma colaboração dos pais com o
analista, melhor será afastá-la dos pais temporariamente e colocá-la numa
instituição onde possa ser analisada. O tratamento psicanalítico visa a
suspensão do recalque ela acredita que a análise com crianças não se dá da
mesma maneira, pois se as tendências pulsionais forem liberadas do recalque, a
criança irá buscar sua satisfação imediata. Anna propõe uma análise pedagógica,
porém esta não pode basear-se nos
processos conscientes do eu que, conforme Freud já havia demonstrado, é a fonte
das resistências. Ao contrário, o processo analítico tem que se apoiar no
inconsciente, nas forças psíquicas recalcadas. Ao longo dos anos, a experiência
clínica fez com que Anna Freud modificasse sua técnica principalmente no que se refere à fase
introdutória à análise e quanto à idade das crianças para o início do
tratamento, que foi reduzida do período de latência para dois anos.
Melanie Klein fundou a técnica da
análise pela atividade lúdica com crianças. Brincar, uma atividade natural das
crianças, foi considerado por ela a expressão simbólica da fantasia
inconsciente. Ela afirmou que pelas brincadeiras a criança traduz de modo
simbólico suas fantasias, seus desejos e suas experiências vividas. O elemento
organizador essencial do pensamento de Melanie Klein é a prevalência da
fantasia e dos “objetos internos” sobre as experiências desenvolvidas no
contato com a realidade externa. Para ela o brincar era capaz de substituir as
associações livres, portanto afirmando ser possível analisar crianças. Iniciou
seu trabalho clínico com crianças partindo do pressuposto de que a teoria
psicanalítica poderia ser aplicada a crianças, fazendo apenas as modificações
que não alterassem a essência da teoria e do processo psicanalítico. A análise
com crianças permitiu não somente confirmar as deduções freudianas sobre a
infância derivadas da análise com adultos, como também fez novas descobertas.
Klein revela que a vida infantil, surge
inteiramente sob o signo da agressividade primária (sadismo) à qual Freud deu o
nome de pulsão de morte em
constante luta, desde a origem, com a pulsão
de vida. Para ela, aos 3 anos de idade a parte mais importante do
desenvolvimento psíquico já está desenvolvida.
O sexto capítulo, trata das Grandes
controvérsias, no período após a destruição da sociedade psicanalítica européia
pelo nazismo. Nesse período, os annafreudianos, que pretendiam ser os porta-vozes das idéias
do fundador da psicanálise um freudismo clássico, centrado na primazia do patriarcado,
no complexo de Édipo, nas defesas e na clivagem do eu, na neurose e numa
prática da psicanálise de crianças ligada à pedagogia, opuseram-se aos
kleinianos, estes defendiam uma clínica baseada na relação de objeto, centrada
nas psicoses e nos distúrbios narcísicos, nos fenômenos de regressão, nas relações
arcaicas e inconscientes com a mãe e na exploração do estádio pré-edipiano. Essas
discussões deixaram muitos ressentimentos, ocasionando mudanças estruturais no
seio da Sociedade Britânica de Psicanálise,
que acabou dividindo-se em três grupos: os annafreudianos, os kleinianos
e os independentes ou grupo do meio. Nesse grupo intermediário destacou-se um
outro psicanalista que estava se dedicando ao trabalho com crianças: Donald
Woods Winnicott.
Donald Woods
Winnicott, tornou-se uma pessoa conhecida e seu nome adquiriu um grande
prestígio. Proferiu conferências dirigidas aos pais, professores, médicos e a
todos que precisavam compreender as dificuldades das crianças ou dos adultos à
sua volta. Escreveu numerosos artigos dirigidos ao grande público, nos quais,
além de transmitir sua experiência em pediatria, encarregava-se de difundir
conhecimentos psicanalíticos. Foi contrário a Melanie Klein, enfatizando os
fenômenos de estruturação interna da subjetividade, ressalta a dependência do
sujeito em relação ao ambiente. No que se refere à psicose, defende a tese de
que é o fracasso da ligação materna que será a causa desse distúrbio. Ele
descreve o desenvolvimento psíquico do bebê, Winnicott
parte de sua total dependência em relação ao meio ambiente para explicar como,
gradualmente, ele consegue se desvincular da dependência desse ambiente, ou
seja, da mãe ou de seu substituto. Estabelece os estágios da criança, ressaltando
que estas atividades transicionais só se
tornarão possíveis se houver uma maternagem suficientemente boa. A mãe
identifica-se com o bebê e adapta-se às suas necessidades, permitindo que ele
possa experimentar uma sensação de continuidade da vida e se desenvolver física
e psiquicamente de acordo com suas tendências inatas. Segundo seus estudos os objetos e fenômenos transicionais
são constituídos quando há uma ameaça de ruptura na continuidade dos cuidados
maternos. Nesse momento, o objeto transicional permite à criança suportar a
separação, restabelecendo a continuidade ameaçada de ruptura. Ao contrário da
maioria dos psicanalistas ingleses, Winnicott tinha conhecimento dos
desenvolvimentos psicanalíticos postulados por Lacan e mantinha com ele uma
relação epistolar. Quanto ao atendimento psicanalítico com crianças, Winnicott não
se preocupava com a demanda de análise, estabelecimento de um diagnóstico, nem
mesmo com a interpretação. Ele buscava estabelecer uma comunicação com a
criança, um encontro “espontâneo”. Winnicott, assim como Anna Freud e Melanie
Klein, estabelece, na direção do tratamento, uma relação dual, imaginária, onde
a análise supõe um encontro e algo a oferecer.
No capítulo sobre a contribuição de
Jaques Lacan, a autora, traz a tona, a releitura de Freud, proposta por Lacan,
com a pretensão de resgatar a cientificidade da psicanálise, resgatar de
maneira nova a questão do sujeito do inconsciente, recorrendo a recursos da
lingüística estrutural de Saussure, e outros saberes como a lógica e a topologia. Repensa também os pressupostos saussurianos, e inverte a ordem
formulada por Saussure e privilegia o significante, além de afirmar que não há
relação entre o significante e o significado, que “são ordens distintas e
separadas inicialmente por uma barreira resistente à significação”. Lacan
afirma que “a linguagem determinará que o sujeito se torne seu servo”, ou seja
desde antes de nascer a criança está mergulhada num banho de linguagem, há um
discurso que a precede. Também que o inconsciente está estruturado como a
linguagem, preocupado em apontar os desvios feitos na psicanálise da época, em
relação à obra de Freud. Em Função e campo da fala e da linguagem em
psicanálise, afirma que Anna Freud e Melanie Klein desconsideraram a
dimensão simbólica do sujeito e reduziram a direção do tratamento a uma relação
dual, imaginária. Lacan vai insistir na função do simbólico no tratamento,
visando destruir a ilusão de reciprocidade. Segundo ele, “cabe formular uma
ética que integre as conquistas freudianas sobre o desejo: para colocar em seu
vértice a questão do desejo do analista”. A divisão do freudismo foi acentuada
pela presença de Françoise Dolto, pioneira da psicanálise de crianças na França.
Lacan não analisou crianças. O que aproximou Françoise Dolto de Lacan foi,
acima de tudo, a primazia que ambos atribuíam à linguagem e à função simbólica,
diferenciando-se nesse aspecto da corrente genética em psicanálise, centrada
numa sucessão de relações objetais e estágios. O sujeito é assujeitado à fala,
o sujeito do inconsciente, nasce no campo do Outro. Se ele não nasce pronto,
deve ser construído, e sua constituição acontece na relação com a fala que
passa pela linguagem. E essa fala não significa aprender a articular palavras e
formar frases para comunicar-se com os demais, mas significa ir além da
necessidade e ter acesso ao desejo. Por volta dos anos 1950 e 1960, a partir
das contribuições de Melanie Klein, Winnicott e outros, imperou no meio
psicanalítico pós-freudiano uma inflação das
teorizações a respeito da função materna, considerada por grande parte
dos psicanalistas responsável pelas dificuldades e sucessos com os quais os
sujeitos esbarravam em suas vidas. A doença mental tinha origem nas
perturbações relacionadas aos cuidados que a mãe dispensou a criança,
posteriormente a preocupação passou a ser a restauração da autoridade paterna,
considerada enfraquecida no seio da família. A partir de Lacan, entendemos
que a relação simbiótica entre a mãe e a criança não se sustenta, há que se
introduzir um terceiro elemento que é o falo, também ele recupera a importância
do pai na psicanálise. Segundo a autora,
Lacan aborda a criança sob o ângulo da verdade, estabelecendo uma diferença
entre a sua identificação ao sintoma e ao objeto. Vejamos:
o sintoma da criança acha-se em condição de
responder ao que existe de sintomático na estrutura familiar. O sintoma — esse
é o dado fundamental da experiência analítica — define-se, nesse contexto, como
representante da verdade. O sintoma pode representar a verdade do casal familiar.
Esse é o caso mais complexo, mas também o mais acessível a nossas intervenções.
A articulação se reduz muito quando o sintoma que vem a prevalecer decorre da subjetividade
da mãe. Aqui, é diretamente como correlata de uma fantasia que a criança é
implicada. ( LACAN apud COSTA 2010).
Ele aborda o sintoma da criança como
uma resposta ao que há de sintomático na estrutura familiar. Para Lacan,
dependerá da relação da mãe com o pai a garantia de que o objeto criança,
divida no sujeito feminino, a mãe e a mulher.
No nono capítulo, a autora aborda os
conceitos da colaboradora e amiga de Lacan, Françoise Dolto, a qual foi uma
psicanalista inovadora em matéria de psicanálise infantil, sua abordagem
centrou-se na escuta do inconsciente e nos traumas genealógicos. Tinha como
proposta inserir a criança na estrutura desejante da família, pois ao nascer
ela está apenas inserida na estrutura do desejo do Outro. Sendo a criança fruto
de três desejos, o do pai, o da mãe e o do próprio sujeito, a partir dessa
posição, ela redefine o sintoma da criança, como sendo sintoma da estrutura
familiar. Segundo Dolto, a fala é o organizador que permite o cruzamento do
esquema corporal (pré-consciente e consciente) com a imagem do corpo (inconsciente). Em sua teorização ela aponta a imporância de falar
a verdade à criança. Ela enfatizava a necessidade de contar à criança toda
a verdade sobre a sua história, mesmo que fosse doloroso para ela ou para os
adultos e que isto deveria ser feito em uma linguagem acessível à sua
compreensão. Segundo ela, a mentira está em desequilíbrio com o pressentido e o
inconsciente do sujeito. Também enfatiza a vinculação existente entre a neurose
dos pais e a dos filhos, um sofrimento não verbalizado de duas linhagens pode
aparecer sob a forma de um sintoma. Quanto a clínica com crianças, Dolto dava
grande atenção ao ambiente familiar. Afirma que a uma das diferenças entre a
psicanálise de adultos e a de crianças
muito pequenas, reside no fato de que essas ainda não perderam o Édipo, o
trabalho aí consiste em compreender a relação mãe-filho, pai-filho e o que
ocorre com a desenvoltura motora, a linguagem verbal, a identidade sexuada da
criança, sua autonomia e seu desejo. Não separava crianças com menos de 5 anos
de seus pais, preferindo fazer um trabalho com eles antes de começar o
tratamento com a criança. Diferentemente de Melanie Klein, que popularizou a
técnica psicanalítica do brincar, Françoise Dolto utilizou principalmente a
fala, o desenho e a modelagem. Um ponto importante na análise com crianças, foi
quanto ao pagamento das sessões, ela introduziu um pagamento simbólico ( pedrinhas,
selos, pedaços de papel colorido), colocando a criança numa posição de sujeito
desejante e responsável por suas dificuldades. Tal como Lacan, coube a ela
resgatar a palavra da criança no discurso analítico, a verdade do sujeito em
sua dimensão desejante.
3- Análise crítica da obra:
O
principal mérito da obra é apresentar os primeiros teóricos da prática clínica
com crianças, através da apresentação de seus pensamentos na época.
A
escrita é em estilo claro e objetivo, traz exemplos de casos conhecidos na
história da psicanálise, aborda as teorias, modelos e sua evolução.
Dirigida
a estudantes, pesquisadores e profissionais da área da psicologia e afins, o
investimento que se faz na leitura do livro resulta em benefícios e aprendizado
para o leitor.
Na presente obra, Costa, não tenta privilegiar um
ou outro pensamento como melhor ou mais adequado, mas apresenta as teorias e
sua evolução.
A
autora separa o estudo em capítulos, iniciando com a conceituação de infância e
sua contextualização no tempo. Após
discorre sobre os primórdios da psicanálise com crianças, a própria
origem da psicanálise com Freud e a observação das mulheres histéricas, o primeiro caso de psicanálise com crianças
que foi do pequeno Hans, analisado por
Freud.
Na
sequência, traz a biografia e o que
pensavam os primeiros teóricos da prática clínica com crianças, dividido em
capítulos. Um ponto que chama a atenção, é que essa análise com crianças, foi um papel que coube inicialmente às
mulheres, por estarem mais próximas,
tanto nos lares quanto na prática pedagógica.
O
livro além de mostrar as primeiras práticas com crianças, traz as diferenças
entre as análises e o pensamento que cada teórico defendeu. Apresenta uma Anna
Freud, que ocupa o lugar de companheira do pai, enfermeira, psicanalista e por
fim guardiã da obra do pai.
Ficam
claras na leitura, as divergências no campo da psicanálise com crianças, que se
dão especialmente, entre os pensamentos de Anna Freud e Melanie Klein, para a
primeira que segue do mesmo modo que Sigmund Freud e diferencia
a análise de crianças e análise de adultos, seguindo o padrão de Freud em
relação à demanda, transferência e interpretação que o seu pai usava. Já Klein, se apoia no conteúdo que
a criança fornece e não no discurso dos pais, visto que os pais tentam
controlar as pulsões e fantasias dos filhos, acredita que a criança tem uma fantasia inconsciente
da doença.
O livro traz ainda as contribuições de Jaques
Lacan, que não analisou crianças, porém as idéias de Francoise Dolto, encontram
as suas em diversos pontos, especialmente a primazia que ambos atribuíam a
linguagem e a função simbólica, Dolto atendia bebês e com a mãe realizava a
prática clínica.
Outro
ponto interessante é sobre as contribuições de Winnicott, com a formulação do
conceito de “mãe suficientemente boa”.
Por
fim, encerra com um quadro comparativo entre os teóricos Anna Freud, Melanie
Klein, Winnicott e Françoise Dolto, deixando claras as semelhanças e
divergências de cada um.
Elisandra Lidiane Minozzo, acadêmica primeiro
semestre do Curso de Psicologia do Centro Universitário Metodista – IPA, out 2017.
REFERÊNCIAS:
COSTA,
Teresinha. Psicanálise com crianças. 3ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2010. 88 p.
terça-feira, 1 de maio de 2018
A QUINTA VIDA DE ELIS
Num primeiro momento, pensei em excluir o blog, já que tanto tempo se passou, sem que eu escrevesse. E como tenho mudado tanto, o que é perfeitamente natural e esperado da espécie humana. Algumas das postagens já não me representam, não consigo me ver nelas, no entanto, lembro exatamente do contexto em que estava, e compreendo a profusão de sentimentos que acompanhou cada uma. Excluí-las, seria de alguma forma, negar quem fui. Meus erros de português, meus erros de análise de mundo, ou não seriam erros? Seria apenas o melhor de mim àquele tempo. Então, a decisão foi, continuar com ele, grata pela pessoa que busco me tornar a cada dia. Grata pela pessoa que fui em cada lugar que estive, e grata por todos que estão comigo, desde sempre.
Assim, hoje inicia "A quinta vida de Elis", essa foi a forma que escolhi definir, minhas muitas vidas nesta vida, cada vez que me fragmento, me sinto mais inteira e fiel àquela que sou.
Minha 5ª vida, veio ao trigésimo nono ano de vida física, ela chegou com a decisão de cursar psicologia, e muitas ações que me ocuparam nesse último ano.
A partir daqui, o blog trará em suas postagens, aquela que me tornei, aquela que busco ser e aquela que consigo ser. Bem-vindo de volta ao "Coisas de Elis" na 5ª vida de Elis.
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Pappardelle ao molho branco
Ingredientes:
Massa:
300 gr massa tipo Pappardelle

Pappardelle: O nome deriva do verbo pappare, do italiano, devorar. O formato de tiras compridas, é semelhante ao do fettuccine e ao tagliatelle, só que ainda mais largo (2 cm). É tão popular na Itália que tem um festival só seu: a Sagra delle Pappardelle al Cinghiale (Festival do Pappardelle ao Javali), que acontece anualmente no mês de gosto, na cidade de Gemmano na Região Emilia-Romagnaacarrão grano duro.
1,5 l de água
Para o molho:
1 dente de alho
1 cebola pequena
1 colher de manteiga
300 ml de leite
2 colheres rasas de farinha de trigo
100 gr de champignon +-
100 gr de gorgonzola +-
1 pacote de caldo de legumes em pó
200 gr de brócolis
Preparo:
Cozinhe os brócolis, retire e reserve. Utilize a água do cozimento do brócolis para cozinhar a massa, pelo tempo indicado na embalagem. Para o molho refogue o alho e a cebola na manteiga, adicione 2/3 do leite. Misture a farinha e o caldo no restante do leite mexendo bem, despeje na panela, sempre mexendo, quando levantar fervura coloque os champignons. Mexa por mais 3 minutos, desligue e acrescente o queijo, mexa até dissolver, acerte o sal e acrescente pimenta moida na hora a gosto. Num refratário coloque um fio de azeite de oliva, despeje a massa e os brócolis, reserve alguns para decorar o prato, coloque o molho branco por cima, misture suavemente. Pode ser servido com queijo parmesão ralado, eu prefiro o sabor do gorgonzola sozinho,regue com azeite de oliva, molho de pimenta ou de sua preferência.
Massa:
300 gr massa tipo Pappardelle

Pappardelle: O nome deriva do verbo pappare, do italiano, devorar. O formato de tiras compridas, é semelhante ao do fettuccine e ao tagliatelle, só que ainda mais largo (2 cm). É tão popular na Itália que tem um festival só seu: a Sagra delle Pappardelle al Cinghiale (Festival do Pappardelle ao Javali), que acontece anualmente no mês de gosto, na cidade de Gemmano na Região Emilia-Romagnaacarrão grano duro.
1,5 l de água
Para o molho:
1 dente de alho
1 cebola pequena
1 colher de manteiga
300 ml de leite
2 colheres rasas de farinha de trigo100 gr de champignon +-
100 gr de gorgonzola +-
1 pacote de caldo de legumes em pó
200 gr de brócolis
Preparo:
Cozinhe os brócolis, retire e reserve. Utilize a água do cozimento do brócolis para cozinhar a massa, pelo tempo indicado na embalagem. Para o molho refogue o alho e a cebola na manteiga, adicione 2/3 do leite. Misture a farinha e o caldo no restante do leite mexendo bem, despeje na panela, sempre mexendo, quando levantar fervura coloque os champignons. Mexa por mais 3 minutos, desligue e acrescente o queijo, mexa até dissolver, acerte o sal e acrescente pimenta moida na hora a gosto. Num refratário coloque um fio de azeite de oliva, despeje a massa e os brócolis, reserve alguns para decorar o prato, coloque o molho branco por cima, misture suavemente. Pode ser servido com queijo parmesão ralado, eu prefiro o sabor do gorgonzola sozinho,regue com azeite de oliva, molho de pimenta ou de sua preferência. quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Risoto de pera
Era uma quarta-feira!!! Eu estava inspirada para cozinhar!!!Hummm!!!Inspirada em grau médio/alto. Normalmente costumo me empolgar experimentando receitas novas. Durante a tarde pensei em receitas, para janta. Lembrei que tinha 02 peras na geladeira, e lembrei que na semana passada comi risoto de pera no restaurante ( o qual não estava nada saboroso). Então... analisei algumas receitas na internet, adaptei e eis que surge:

Risoto de pera, damascos e gorgonzola
Ingredientes:
- 2 xícaras de arroz para risoto;
- 2 peras descascadas e picadas em cubos;
- 4 colheres de sopa de manteiga;
- 1 dente de alho grande ou 2 pequenos;
- 1 pacotinho de caldo de legumes em pó;
- aproximadamente 2 litros de água;
- 150 gr de queijo gorgonzola;
- 100 gr de damascos secos;
- sal e pimenta a gosto.
Modo de fazer;

Numa frigideira derreta a manteiga e doure as peras. Reserve. Refogue o alho numa panela, coloque o arroz e deixe fritar. Vá adicionando o caldo ( água com o caldo em pó aquecidos), aos pouco e mexendo sempre. Mais ou menos na metade do cozimento, acrescente os damascos picados, reservando alguns para decorar. Quando estiver al dente, acrescente o queijo, e mexa até derreter, acerte o sal e coloque a pimenta moída na hora. Desligue o fogo e despeje as peras sobre o risoto, o restante do damasco e alguns pedacinhos de gorgonzola para decorar, encorpore suavemente ao risoto.
Acompanhe com vinhos tintos de sua preferência. Nós escolhemos malbec, ficou perfeito!
Dica: pode-se usar metade do queijo mussarela e metade gorgonzola, sem grande perda do sabor do prato.
Recomendo? Super recomendo! Sem medo de não agradar.
Recomendo? Super recomendo! Sem medo de não agradar.
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