quarta-feira, 1 de junho de 2011

Capão do Ci - sem - pó

Eu com as malas quase prontas, indo cada vez mais pra longe, e finalmente o asfalto batendo nas porteiras de Capão do Cipó, tanto o do acesso como os das vias urbanas. Ouvi dizer que ao lado da minha casinha verde e rosa, já passou, olha que beleza, alguém aí consegue uma foto pra mim. E eu que nos 3 anos que morei, afundei meus pés na terra solta e no barro, vi abrir a maioria das ruas, vi construir metade das casas que tem hoje. Vi tudo com grande amor. O quanto sonhei com minha vida  lá, aquietada na paz, que nem sempre tive. Saudadona, que bate, do sol surgindo bem ao longe, refletido nas vagens da soja madura. Mas a vida não é sempre como queremos, ela apenas é como é. Meu apego me segura, nas folhagens do meu pátio, na lembrança da rede estirada, nas fotos do Vuco-Vuco. Fui muito feliz, com pó, com barro e com tudo que fiz. Não mudaria nada e em nada do que vivi. O bom mesmo, é que levo comigo, todas essas lembranças, suaves e boas, que me arrancam lágrimas dos olhos e um sorriso, porque  posso dizer que fiz grandes e eternos amigos.

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