sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Políticas

Independentemente de se gostar ou não de política ela está presente em nossas vidas. Desde o momento que acordamos e colocamos a sacola de lixo para ser recolhida pelo caminhão, estamos fazendo uso de uma política pública.
Podemos defini-la grosseiramente como formas de organização da sociedade. Os sistemas da sociedade são ligados e geridos politicamente. As ações de saúde pública e os investimentos na área de pesquisa para erradicação de doenças, dependem diretamente dos investimentos despendidos a cada um. O transporte coletivo, o preço da gasolina que abastecemos o carro para ir trabalhar, dependem de ações políticas. A luta feminina contra o machismo, a licença maternidade estendida, a luta pelos direitos iguais para companheiros homossexuais, isso é política. Ela está inserida, ou melhor nós estamos inseridos no processo político que coordena nosso bairro, município, estado, país e assim por diante. É impossível viver sem ela, pode-se ignorá-la, deixando na mão de outros a decisão, é mais prático, gera menos problemas. Pois junto da política está a busca por poder, a política demarca as camadas sociais e define os poderes de cada um. Precisamos compreender que, como cidadão comum, mesmo que alheio as grandes tomadas de decisões políticas, temos nossa significância de poder. Nossa pequena parcela está em escolher quem tomará as decisões mais importantes em nosso nome. Como é difícil em tempos como o nosso, acreditar em cidadãos, dispostos a arregaçar suas mangas e fazer parte das tomadas de decisões. Como saber que este ou aquele não é apenas mais um buscando seu próprio bocado de poder, poder para o ego, pois muitos após alcançarem esse poder, fazem péssimo uso dele. Entretanto, não pode-se perder a fé, há de existir ainda mais trigo que joio nesse saco.

Um comentário:

Weimar Donini disse...

Cara blogueira.
Tem uma maneira bastante prática de saber se o candidato quer se locupletar na política. Considere que TODOS queiram. Assim é uma preocupação a menos na hora da escolha e na verdade, em escalas muito tênues, todos querem. A princípio, a meu ver, não há nenhuma anormalidade nisto. O que deve ser motivo de nossa preocupação é o fato de colocarem (ou não colocarem)seus interesses particulares acima do interesse coletivo,do interesse daqueles a quem estão representando.