terça-feira, 14 de agosto de 2007

Ensino a Distância

A percentagem da população brasileira com idade de entre 18 a 24 anos matriculada no ensino superior é de apenas 11% (2,65 milhões de jovens), segundo dados da Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior – Andifes/2001), índice extremamente desfavorável, se comparado, por exemplo, aos 39% da Argentina e 62% do Canadá. Na América Latina, só o Haiti apresenta taxas mais baixas.
É necessário admitir que a universidade brasileira, na modalidade de ensino convencional (presencial), mesmo havendo aumento de recursos, a curto prazo, não teria condições de aumentar as vagas de forma maciça, nem formar professores na quantidade e com a qualidade exigidas pelo mercado de trabalho. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional determinou, no artigo 80, que o Poder Público incentive cursos e programas a distância e de educação continuada, deu o sinal político-institucional e legal para a implementação da educação a distância no nosso país. Os Decretos n. 2.494/98 e n. 2.561/98, abriram espaço para os primeiros pedidos de credenciamento de instituições e de autorização de cursos superiores a distância.
Estamos numa fase de consolidação da EAD no Brasil, principalmente no ensino superior. Quinhentas e quatro mil pessoas no país usaram o ensino a distância em 2005, somente em faculdades autorizadas pelo Ministério de Educação. Na graduação e na pós-graduação, dobrou o número de estudantes matriculados nessa modalidade entre 2003 e 2004. Em 2003, havia 76.769 alunos matriculados nessas modalidades; no ano seguinte, o número saltou para 159.366. Somando todos os níveis de ensino, o número de alunos passa de um milhão.
A educação superior a distância é, portanto, uma chave para a tão falada democratização do acesso à educação superior. Tendo papel significativo no estabelecimento de um sistema de transmissão rápida e eficiente de novos conhecimentos ao setor produtivo, governamental e privado, atendendo às necessidades de requalificação de pessoal. O Brasil aprende rápido e os modelos de sucesso são logo imitados. A interatividade se dá a partir da comunicação entre alunos e professores através de perguntas mandadas via Internet pelo chat e que podem ser respondidas ao vivo via teleconferência, depois de passarem por um filtro de professores auxiliares ou tutores.
Em poucos anos dificilmente teremos um curso totalmente presencial. Por isso caminhamos para fórmulas diferentes de organização de processos de ensino-aprendizagem. Vale a pena inovar, testar, experimentar, porque avançaremos mais rapidamente e com segurança na busca destes novos modelos que estejam de acordo com as mudanças rápidas que experimentamos em todos os campos e com a necessidade de aprender continuamente.

Informações pesquisadas nos sites:


http://www.redebrasil.tv.br/salto/boletins2003/edu/tetxt1.htm

http://www.eca.usp.br/prof/moran/avaliacao.htm


Opinião própria:

Faço 4º semestre do Curso de Letras, pelo sistema EAD na Unopar Pólo de Santiago-RS, consigo escrever “ensino a distância” sem crase. Reconheço que sempre há o que ser aperfeiçoado, do mesmo modo o sistema presencial de nossa região apresenta muitas falhas e também carece aperfeiçoamento. Procurei a Universidade, no primeiro momento pelo valor da mensalidade, mas não entraria se não tivesse a certeza do reconhecimento pelo MEC, e da legalidade do sistema. Depois dessas confirmações, ainda não continuaria se não acreditasse no aprendizado que pode me proporcionar, todas essas dúvidas foram discernidas. Estou tirando muito proveito do curso, tenho certeza que sairei uma profissional plenamente qualificada. Não vejo motivos para “guerrinhas”,entre presenciais e virtuais, cada uma vai abranger um determinado grupo, sairão bons e maus profissionais das duas, não há razão para celeuma, o próprio mercado se encarregará de filtrar.

2 comentários:

Froilam de Oliveira disse...

Gostei de tuas últimas postagens.
Estão em sintonia com as minhas, acerca do evidente declínio da URI.
Sim, "ensino a distância" não leva crase. Uma senhora escreveu para o Expresso reprovando minha correção. Seu argumento: a crase evitaria uma ambigüidade, como se fosse possível a distância aprender alguma coisa. Rsrsrs
Bjos

Vivi disse...

Olá
Gostei muito do seu texto. Muito mesmo.
Mas ao contrario do meu amigo Froilam, eu acredito que se aprende de várias formas. Inclusive a distância...rsrs.
Afinal, longe de você aprendo tanto. E até dele...

Bjus