terça-feira, 26 de julho de 2011

Amy Winehouse

Dona de uma voz encantadora  a jovem deprimida, se perdeu em seus prazeres ou quem sabe desprazeres. Perdeu-se no sucesso, por causa dele ou em sua busca. mas perdeu-se. Fico imaginando onde seus pais estavam, onde seus amigos desistiram dela. E em quantas Amy, estão hoje sozinhas, ou sozinhos em seus mundos, seus quartos, dentro de um copo, de um baseado, de uma cheirada. Até onde estamos certos em banalizar, a "fumadinha", o inofensivo cigarro relaxante, a marcha da maconha. Não pode ser normal, embora comum, vermos pessoas pela manhã, tentando voltar pra casa, sem nenhuma idéia de quem são. Certa manhã, encontrei uma moça, com jeito de boa moça, cambaleando na calçada, era  clara, arrumada, não estava vulgar, mas completamente fora de si, chamava pela mãe. Noutra ocasião vi um jovem, bonito, bem vestido, cheirando sem cerimônias na palma de sua mão, com um canudo de folder de propagandas, essas coisas antes das 8:30 da manhã. E acontecem bem aí, à luz do dia, sob os olhares de bem da sociedade. Estamos certos em ignorar? Amy, pode ser sim um  exemplo, do que acontece quando se larga o amor próprio, e um grande motivo para darmos uma boa olhada, ao redor  e ver se não há alguém com uma mesma letra de socorro nos lábios.

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