quinta-feira, 12 de maio de 2011

Um outono em Porto Alegre - adaptação e diversidade

Nas ruas cinzas do outono na cidade de Porto Alegre, faço minhas caminhadas necessárias. Observo ainda com alguma estranheza tanto movimento. As coisas no geral funcionam tão rápidas, tão cronometradas, e obedecendo a uma ordem perfeita. O simples atravessar a rua, exige concentração dos pedestres, dos motoristas, exige o funcionamento exato das sinaleiras. As proximidades do Mercado Público, são de fato muito curiosas, uma diversidade de atividades acontecem juntas, um artista  toca uma espécie de flauta, uma canção relaxante entre aquele movimento enlouquecedor. Um catador puxa sua carrocinha, conversando com seu fiel e seguidor cão, uma equipe de tv grava alguma coisa, é um cenário realmente fantástico. Somos interceptados por vendedores de chips para celulares, compradores de ouro e cabelo, ofertas de avaliações gratuitas com dentistas. E uma enxurada de panfletos de impressões de currículos, monografias, empréstimos facílimos,ainda não sei o que fazer com esses papeizinhos, pegar? Não pegar? Frustar essas pessoas que estão aí como profissão sendo panfleteiro. Guardar na bolsa, agradecer, ainda não me decidi sobre eles, por enquanto sorrio e agradeço, outros pego e guardo. Conversando enquanto aguardava numa clínica, ouvi a seguinte frase: " No interior a gente vive, aqui a gente sobrevive." É pode ser, ainda espero morar uns anos aqui, não sei  com certeza se vou, mas não quero envelhecer aqui, só um tempo, só um aprendizado. Não posso resolver nada nesse minuto, esperar tudo ao seu tempo, e enquanto espero vou servir-me de uma taça daquele vinho, que mandei com antecedência pra cá, sentir o cheiro e o sabor de estar bem, onde estiver.

2 comentários:

Vanessa Mariani disse...

Que saudades!!!!
Mas é muito bom ver que você está bem tudo é descoberta e desafio né!!!!
Boa sorte em POA...Um grande abraço!!!!

Jenifer Mendes disse...

Oi Elisandra, cheguei no seu blog pesquisando sobre adaptação na capital gaúcha! Confesso que está complicado, também estou com esse pensamento que vou voltar que aqui é só passageiro, é muito difícil fazer amigos e estabelecer dialogo.. As pessoas são bem diferentes do interior!