sábado, 26 de fevereiro de 2011

De gripes, meningites e acidentes

Coisas boas e ruins estão a todo tempo a nossa volta. Doenças evitáveis, hereditárias, transmissíveis, acidentes trágicos, acontecem todo dia com alguém.
Estive trabalhando na secretaria de saúde na época do grande surto de gripe A na região. O alarde acima do normal, nos dias próximos a nossa formatura, nos deixou com a dúvida de se haveria ou não colação até uns dois dias antes, com isso, nem podemos fazer nossos convites, organizar recepção, para muitos foi decepcionante. Pessoas morreram de gripe A, muito mais pessoas morrem diariamente de cancer, de overdoses, de aids, sim ainda morrem de aids. Surgem a cada época do ano, as doenças mais proprícias àquela estação. A febre amarela, a dengue, a meningite, a gripe são sazonais.  Vão na mesma velocidade que vem. Me preocupo com elas, da mesma forma que me preocupo com os acidentes na 287, onde viajo todo dia. O que posso fazer? Deixar de trabalhar, porque ocorrem acidentes na estrada? Deixar de apertar a mão das pessoas, porque podem me transmitir gripe? Não comer fora de casa porque posso ser contaminada por hepatite? Vivemos com os riscos ou não vivemos. Não vejo a meningite mais perigosa para as pessoas que se aglomerarão no carnaval, que a aids, que os acidentes de trânsito, que o coma alcoólico, que as overdoses,  que as doenças sexualmente transmissíveis, que a gripe. É como dizer não venham para Santiago, pois toda semana acontece um acidente entre os trevos. Temos que ser prudentes, claro, como em todas as situações. Eu vou adoro carnaval, vou fazer em Jaguari, pela primeira vez, como trabalho lá todos os dias. Estou tão suscetível a perigos, como todos em todo lugar. As pessoas que ficarão e participarão das festas em Santiago, não são as mesmas que irão a Jaguari. São públicos diferentes. São festas diferentes, e riscos equivalentes.

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