quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pessoas e organizações

 As organizações são feitas de pessoas para pessoas. As pessoas passam boa parte da sua vida trabalhando dentro de organizações, numa relação de simbiose entre uma e a outra. Vivemos em uma sociedade de organizações, podemos dizer que nascemos nelas e aprendemos nelas e com elas, trabalhamos e passamos a maior parte de nossas vidas dentro de organizações. Isso gera uma interdependência e benefícios mútuos. Ao nascermos sem opção, pertencemos a organização religiosa de nossos pais, mais tarde a escola, e quando passamos a trabalhar, fazemos parte da organização empresa. Nesta entramos com nossa personalidade, nossas motivações internas, percepções e valores já adquiridos, a empresa nos oferece o ambiente organizacional, clima de trabalho, cultura, política, métodos e processos, bem como recompensas e punições. Elas dependem de pessoas para atingir seus objetivos, metas, as pessoas dependem delas  para atingir sua própria realização, conquistas pessoais em um mínimo de tempo, esforço e conflito. O sucesso dessa simbiose vai depender da combinação de muitas variáveis, por exemplo da personalidade da pessoa com o ambiente da empresa, dos objetivos pessoais e da política interna da organização. Há organizações que permitem o crescimento profissional dentro das condições laborais de cada pessoa. Muito se fala em políticas estratégicas para desenvolver a gestão de pessoas, antigo recursos humanos. Sabemos também que a diferença entre o que se fala e o que de fato acontece, na maioria das vezes é muito distante e até utópica. Grande parte das organizações primam pela mecanização de tarefas, embora colecionem prêmios de qualidade, usam o velho método de perfil empresarial, para contração e permanência de pessoas, as incentivam até certo ponto, e as próprias pessoas sabem que a partir daí não há degrau dentro daquela organização. Não há segredo para o sucesso ou fracasso de uma pessoa dentro de uma organização, o resultado será a combinação de uma séries de atitudes e do próprio perfil das duas, o que não significa que aquela pessoa que não se adapta na organização é mau profissional. É uma questão de adequação e perfil. Em todas haverão conflitos, o diferencial estará em como lidarmos com eles.

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