quinta-feira, 8 de abril de 2010

Deslizamentos e mortes no Rio de Janeiro

Os últimos dias foram cruéis para os cariocas. Muitos alagamentos, deslizamentos de terra e mortes. O mais triste e catastrófico até agora, foi o deslizamento no Morro do Bumba, cerca de 600 metros de terras foram deslocados, segundo os noticiários estima-se que aproximadamente 200 pessoas estejam soterradas. Pelas infelizes imagens que pude ver na tv, soterradas e mortas, não há possibilidade de encontrar pessoas com vida. Muitas máquinas e movimentação na procura dos corpos. Bom,  grande parte das pessoas pode estar dizendo: " era um aterro, foram construir em cima do lixão", muito bem. Parabéns pra nós que felizmente nascemos em famílias, umas mais humildes, outras com mais posses, mas felizes de nós, interioranos, que nascemos em famílias, com suas casas. Seus terrenos legalizados, seu jardinzinho na frente. Vejo pessoas que pertecem a uma outra realidade. O acaso da vida, nos fez espectadores de tais cenas, poderia ser o contrário. O simples acaso da vida, nos deixa nesse momento em posição diferente a delas. Oh, foi imprevisível, inevitável, um fenomeno natural, nunca se viu tanta chuva. Muito bem, a maioria das pessoas, e os reflexos dessa maioria seus representantes políticos, também preferem, por comodismo, se negar a ver as causas das tragédias. É muito mais fácil, simples, aconteceu o problema, vai lá, chama a imprensa e mostra que está fazendo tudo para ajudar. Nosso problema social, está muito além de 200 mortos soterrados, muito além da ajuda às vitimas. Nosso problema está na falta de um ao menos, representante do povo, com vontade e  determinação, para levantar a primeira bandeira, para que outros o sigam, falta coragem, pois todos sabem o que pode e precisa ser feito. Vivemos num país rico! Será que nunca, nenhum político, com poderes para tal, pensou em projetar e fazer, casas seguras, populares com infraestrutura. Porque as pessoas vão morar em qualquer lugar? Alô, alguém aí, pode girar as câmeras das buscas e escavações e mostrar os que ainda podem ser ajudados. Ah, é claro, mas só se isso puder ser urgente, porque logo, logo tem coisa mais importante, afinal a copa do mundo de 2014 é aqui.

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