sábado, 19 de janeiro de 2008

Façam o que eu digo, não façam o que eu faço...

Na 5ª série, estudei na escola Cenecista, em Nova Esperança do Sul, o município estava no seu primeiro ano de emancipação, o centro administrativo tinha como 1º prefeito o Srº Evaristo João Ribas e funcionava em 2 ou 3 salas da escola. Fui aluna da professora Vera Frizzo, acredito que foi a melhor professora de português que tive oportunidade de conhecer até aqui, enquanto educanda, muito dinâmica, não economizava em textos e interpretações. Não lembro o nome do texto, mas lembro bem de um, onde a idéia central, era " Façam o que eu digo, não façam o que eu faço " e " Façam o que eu faço, não façam o que eu digo", nossa turma tinha 61 alunos, e houve grande discussão a respeito, as duas idéias foram defendidas, dependendo da situação. Alguns argumentaram a primeira como certa, pois muitas pessoas são capazes de dar conselhos muito corretos, fazer críticas moralistas, mas na prática, não tem força de vontade suficiente, para ser o que eles próprios julgam como certo; outros já se posicionaram favoráveis a segunda, pois pessoas de personalidades mais rígidas, nos momentos de raíva são capazes de dizer coisas, de outras, que jamais irão fazer e depois se arrependem tendo que voltar atrás. Na época eu fiquei, totalmente confusa, tentando encaixar em algumas situações cotidianas, para um e outro caso. Hoje vivendo num ambiente político e muitas vezes politiqueiro, lembro muito do " Façam o que eu digo, não façam o que eu faço", pois atitudes críticadas são repetidas pelo crítico na sua primeira oportunidade.

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