segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Pedra basáltica, asfalto ou unistain?

Serão calçadas em nossa cidade 18.844 m² de ruas, sendo todo o trecho, na Avenida principal da cidade. Eu como proprietária de terreno nesse trecho tenho grande interesse nas decisões. Este fato, tem sido alvo de comentários, desde que se lançou o edital do calçamento, o valor estipulado no edital é de R$ 23,00 m², para pedras basálticas, podendo variar de acordo com o preço a ser conseguido na licitação. O que não é muito animador tendo em vista nossa localização, pois calcula-se aproximadamente 470 cargas de pedras, não temos nenhuma pedreira próxima, portanto o frete, inexistente em muitos municípios que vem sendo comparados em valores com o nosso, ficam favorecidos. Muitos boatos surgem, e poucos dos interessados nos procuram para saber a real situação, dos que procuram, parecem esquecer-se logo das explicações e batem, como piano quebrado, numa tecla inexistente. Temos direito e dever de buscar o melhor pelo menor preço, mas sempre embasados em fatos verdadeiros, cada município, adota seus critérios, sua própria Lei Orgânica, nada é inventado e nem pode ser manipulado, ora dum jeito, ora de outro, cada município opta por suas prioridades. Devemos comparar, buscando opções e ver o que está dando certo, só criticar, é simples, fácil e qualquer um pode fazer, se dispor a entender e comparar as realidades é para os que tem boa vontade.
Um fator que deve ser analisado, é escassez da matéria prima, a pedra basáltica, é um recurso natural, esgotável e extraído artesanalmente, as cidades estão sempre ampliando as áreas calçadas, nesse final de ano e no próximo ano eleitoral essa demanda tende a aumentar, novas opções começam a ser buscadas, em algumas cidades. O unistain e o próprio asfalto, são opções que ainda apresentam valores mais altos que a pedra, mas tendem a baixar a medida que a procura for aumentando. É fundamental, levar em consideração a realidade de cada obra, e buscar adaptação a mais adequada, conversação e muita demagogia, não calçam ruas. Não há contribuição de melhoria sem contrapartida dos proprietários, acreditar em certas utopias e histórias de municípios mágicos onde tudo é melhor, é para quem tem tempo.

Um comentário:

Froilam de Oliveira disse...

A Semana Farroupilha já passou. Escreva algo sobre política, poesia, política, poesia, política, poesia... a última pétala da flor do bem-me-quer (ou malmequer, ou margarida do campo, como queira)indica poesia.Uma crônica poética.
Abç