terça-feira, 21 de agosto de 2007

Quanto vale o poder?


Podemos chamar de poder a capacidade de agir e de produzir efeitos, vendo por esta lógica, todos temos algum poder, sua amplitude vai depender da relação a quê, vamos classificá-lo.
Visto como um estado de dominação, ele exerce uma necessidade de agregar vontades sob seu próprio desejo, quanto mais seguidores maior o será, pouco importa se o seguem por admiração ou imposição, basta que estejam resignados as vontades do maioral. No paradoxo da democracia, diz-se que no estado democrático o poder é do povo, em parte, pois é este quem vota, delegando assim o poder de tomar decisões em nome da coletividade, o fato é, em quem vota e por quê. O pequeno grupo de eleitos, só o foi, porque já detinha algum poder anteriormente, seja de influenciar, de se expressar, de persuadir, de liderar ou de comprar, permutar algo para conseguir mais, delegando depois alguma parcela deste. O que é passível de uma reflexão bem maior, são as atitudes tomadas em prol de sua busca, há os que não medem conseqüências, somam atos descabidos, e se iludem ao pensar, que só poderão alcançá-lo, derrubando os que estiverem acima e pisando em quantos for preciso. Nem todo poder vale a pena, a ilusão do poder conquistado a todo custo, tem vida curta, e queda certa. O verdadeiro e prazeroso estado de poder, é perceber que este veio em confiança a sua verdadeira personalidade, responsabilidade e espírito de bem comum, deve ser respeitado e usado com prudência. Todo poder tem seu preço, e precisamos saber até onde estamos dispostos a ir, atrás do nosso, mesmo que ele se limite a apenas abrir ou não uma vidraça, para soltar uma borboleta que não encontra o caminho.

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