sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A seca que atinge o estado: em Capão do Cipó animais agonizam a fome e sede

Apesar da chuvinha tímida que está caindo na capital e na maioria do estado, a situação de falta d'água é preocupante. Informações e foto do site do G1:

"Número de pessoas atingidas pela estiagem se aproxima de 1 milhão.



Mais de 978 mil pessoas já foram afetados pela estiagem no Rio Grande do Sul, segundo o boletim divulgado às 20h desta terça-feira (10) pela Defesa Civil. O número de municípios que decretaram situação de emergência subiu para 166. Nas regiões central, norte e noroeste do estado, as mais afetadas pela falta de chuvas, animais começaram a morrer de seca e de fome.



No município de Capão do Cipó, na região central do estado, a fonte de água do gado secou. Alguns animais morreram de sede, outros agonizam por falta de pasto. Em Três Passos, pelo menos 250 famílias estão sem água. Caminhões-pipa abastecem as propriedades. Vários açudes estão secando e peixes morrendo com a falta de oxigênio."


Em entrevista  para o Globo Rural o produtor de Capão do Cipó, seu Alcides Meneghini, mostra suas lavouras e fala do enorme prejuízo, com a estiagem.

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Sabemos que as secas, assim como as enchurradas vem. Ano após ano, esporadicamente, conforme a vontade da natureza. No entanto, não são tomadas nenhuma providência em prevenção. Vimos anúncios de ajuda, de apoio, depois de ocorrerem tais situações. Os governos não tem investido, em programas para captação de água, os grandes produtores não investem em tecnologias de irrigação. Para as pequenas propriedades a situação é ainda muito pior, os poucos poços artesianos existentes, acabam não dando vencimento para o abastecimento das famílias, e não há nenhuma segunda opção, que não o caminhão pipa, para abastecer água somente às necessidades essenciais, como beber e cozinhar. Precisamos despertar urgente, para construção de barragens nas grandes e médias propriedades, e cisternas para as pequenas propriedades são soluções com custos relativamente baixos, sem prejuízo ao meio ambiente, e extremamente necessários. Soluções que aos meus olhos, são simplórias, e poderiam amenizar aos menos os pequenos produtores, suas hortas, estufas e criação.

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