sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Trabalho escravo

Não podemos chamar de incomum, nem muito rara a exploração de mão-de-obra em nossa região. Todo dia descobrimos um empresário e outro, bonitinho, que não cumpre as leis que garantem direitos básicos e históricos como carteira assinada, jornada de trabalho, coisas assim. Muitas vezes, são eles os que mais frequentam as igrejas, até fazem doações para os necessitados. Entretanto não se envergonham em andar num carro, ou vestir uma roupa comprada com dinheiro da exploração de trabalho alheio.
Mas muito pior que os casos que conheço tem acontecido, ainda aqui, no Brasil. As situações de trabalho escravo e tráfico de bolívianos para trabalhar em confecções em São Paulo: " Estima-se que existam 100 mil bolivianos trabalhando em condições análogas à escravidão em 8 mil pequenas confeccções na capital paulistana. “É uma mão de obra que chega ao Brasil devendo o custo da viagem aos seus patrões. A dívida gera uma relação de servidão que pode se arrastar por meses e até anos”, diz Renato Bignami, auditor-fiscal do Ministério do Trabalho. A quitação desse valor equivale à alforria."
"Ambientes pequenos, quentes, sujos, cheios de pilhas inflamáveis de tecido. Crianças sobre as máquinas de costura. Uma imensa nuvem de pó. Trabalhadores costurando das seis da manhã até as duas da madrugada para receber como pagamento um prato de comida. Rottweillers no quintal para impedir tentativas de fuga. A cena que você acabou de visualizar não acontece em uma fábrica de roupas chinesa. É uma realidade comum nas oficinas de costura situadas na Zona Norte e no Centro da cidade de São Paulo, onde é produzida boa parte das roupas vendidas em grandes magazines, lojas de rua e até de shoppings centers do país. "
A reportagem completa está em:

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