quarta-feira, 21 de abril de 2010

Será que podemos confiar na seriedade dos organizadores de concursos?

Zero Hora de 21/04
Seleção para oficial de Justiça sob suspeita


MP cobra explicação para denúncia de violação de envelopes das provas.
O Ministério Público (MP) em Passo Fundo pediu ontem explicações ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RS) sobre duas denúncias de fraude na aplicação do concurso para oficial de Justiça. As provas foram realizadas no último domingo em sete cidade do Rio Grande do Sul.

Zero Hora também recebeu dezenas de reclamações, por email e telefone, de candidatos que se sentiram lesados por possíveis irregularidades no processo seletivo. As denúncias dizem respeito à suspeita de violação dos envelopes que continham as provas. O promotor Paulo Cirne, da 4ª Promotoria de Justiça Especializada de Passo Fundo, afirma que ainda nesta semana as denúncias serão encaminhadas para os órgãos responsáveis.
– Estamos repassando um ofício ao Tribunal de Justiça e à empresa contratada para a organização do concurso. A Promotoria de Justiça Criminal também será notificada – disse Cirne.
Segundo o ofício, as irregularidades teriam sido presenciadas na sala 210 da Universidade de Passo Fundo (UPF), onde candidatos realizavam a prova. De acordo com o promotor, caso sejam constatadas fraudes em outras cidades onde os testes foram aplicados, a investigação será repassada ao MP Estadual, devido ao caráter regional do concurso.
Segundo Maria Cláudia Cachapuz, apesar de as denúncias registradas no MP ainda não terem sido recebidas pelo TJ-RS, as atas das salas de aula contendo reclamações dos candidatos já estão sendo analisadas pela comissão de concurso.
– Reclamações com relação a questões da prova devem ser feitas no prazo previsto no edital – acrescentou Maria Cláudia.
Organizadora do concurso espera posição do TJ-RS
A Fundação Conesul, organizadora do concurso, espera o recebimento das atas e o posicionamento do TJ-RS para se pronunciar a respeito das denúncias.
– Só poderemos nos manifestar com o consentimento do TJ – diz Nelson Guarda Júnior, gerente de concursos da entidade.
Na disputa pelas 122 vagas oferecidas no concurso, estavam inscritos 78.496 candidatos, dos quais 18,69% desistiram do processo seletivo. A comissão do concursos também divulgou ontem que foram anuladas duas questões e houve uma retificação na prova (confira abaixo):
Aos candidatos que se sentiram lesados no concurso, o promotor Paulo Cirne sugere três procedimentos:


- Prestar informações na Promotoria do município ou informar o Ministério Público Estadual em Porto Alegre (fone 51-3295-1100)


- Comunicar ao Tribunal de Justiça do Estado (fone 51-3210-6500)


- Se conveniente, interpor mandado de segurança para anulação da prova com advogado particular


A COMISSÃO DO CONCURSO ALTEROU O GABARITO QUESTÕES ANULADAS


- As de número 27 e 70, com atribuição de pontos a todos os candidatos presentes


RETIFICAÇÃO


- No gabarito divulgado ontem, no site da fundação organizadora (www.conesul.org), deve-se considerar correta a opção D para a questão de número 71
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2879167.xml&template=3898.dwt&edition=14535§ion=1008

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O amadorismo da empresa era notável, o despreparo dos fiscais e a confusão das questões mal elaboradas, incluse palavras com erros de digitação ou de gramática, iniciamos a prova com um cartaz no quadro da sala, retificando uma questão. Eu nunca tinha visto isso. Outra coisa que está no site da conesul, é a correção do gabarito na questão tal, correção de gabarito, também nunca tinha visto. Mas... quem acredita que irão anular a prova? Eu sinceramente não. A resposta será: - Reclamação de quem vai mal e não estuda.

Um comentário:

Júlio César de Lima Prates disse...

Muito louvável esse tua preocupação. Os concursos viraram uma baderna de norte e sul campeia solto a fraude, da OAB, a policia federal, passando pelo próprio poder judiciário.